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Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Mora

"DEUS QUER, O HOMEM SONHA, A OBRA NASCE" ~ Fernando Pessoa

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"DEUS QUER, O HOMEM SONHA, A OBRA NASCE" ~ Fernando Pessoa

Entrevista ao escritor Carlos Canhoto pelos alunos do 5.º A e B

PB Mora, 30.11.20

Os pequenos “jornalistas” das turmas A e B do 5.º ano entrevistaram o escritor Carlos Canhoto,
através de videoconferência.
Eis o resultado do seu trabalho!

carlos_canhoto.jpg

É um “faz tudo”: escritor, apicultor, agricultor, marionetista. Isto é uma tentativa de
chegar a toda a gente, de várias maneiras?
Não decidi nada. Segui os meus sonhos. As coisas vão acontecendo naturalmente. Gosto das coisas que faço, devemos estar sempre apaixonados pelo que fazemos.
Sempre gostei de marionetas, dá prazer a quem faz e a quem vê, alivia o stress, parece que os bonecos ganham vida.
O campo sempre foi a minha praia! As abelhas…fascinam-me. O meu primeiro enxame foi-me oferecido por um senhor de Pavia, o mestre “Chico Calhar”, uma universidade viva. O meu livro “Zi, a abelha zonza” reúne muita informação sobre a apicultura.
Gosto da horta biológica, de ver nascer as flores, os frutos, saboreá-los…
Quando era criança, o que gostaria de ser em adulto?
Em criança vivia no campo, na natureza. Pescava à mão, brincava aos Índios e aos Cow boys …
Um dos meus grandes desejos era, um dia, ir para o Brasil. Viver com os Índios, ser cientista, viver sem horários, caçar, pescar. Mais tarde, ser professor, realizador de cinema, … muita coisa!
Tive o prazer de viver com os Índios, na Nicarágua, numa floresta tropical, a apanhar café com eles.
As crianças são as pessoas mais importantes da sua vida?
As crianças são tão importantes como os adultos. Gosto de trabalhar com os idosos, tenho muito respeito e carinho por eles.
Porque decidiu ser escritor?
Eu não me considero escritor, sou apenas um criador, inventor, contador de histórias. Qualquer coisa me inspira. Gosto de escrever sobre os outros. Escritores, para mim, são “Saramago” e Fernando Namora, como exemplos. Os escritores têm de ser também um pouco filósofos. Na escola primária tive contacto com o livro “O trigo e o joio”, de Fernando Namora. As personagens deste livro “são” pessoas de Pavia, apenas com outros nomes. Este livro motivou-me para a escrita. 
Comecei a fazer redações e poemas e iniciei-me na escrita, a partir daí escrevi “O homem a quem tiraram a idade”, “O monte secou” e, com a abertura do fluviário, escrevi algumas histórias sobre peixes.
Porque escolheu o pseudónimo Carlos Canhoto?
Foi uma brincadeira. Aos dezassete anos, em Évora, apaixonava-me pelas minhas colegas e fazia-lhes poemas, poemas de amor. Juntei esses poemas a outros de amigos e conseguimos a impressão de um livro, “Páginas em diálogo”. Cada um de nós ecolheu em pseudónimo e eu escolhi Carlos Canhoto (Carlos porque um dos meus apelidos é Carlos, e Canhoto porque escrevo com a mão esquerda).
Quantos livros já escreveu? Pensa escrever mais algum?
Tenho nove livros editados e em dezembro vai sair outro “O báu mágico do meu pai”. Poderia ter editado mais, mas para isso é preciso muito dinheiro e a colaboração de muita gente. Os livros são obras de várias pessoas que intervêm no processo de criação, e dão muito trabalho.
Dos livros que escreveu, qual o que mais gostou?
“A minha avó Felicidade”. Ela foi uma pessoa muito importante para mim. A sua casa era um espaço de liberdade e altruismo. Era forte de personalidade e passou-me essa qualidade. Fez com que eu mudasse a minha forma de ser e de estar e é, talvez, a responsável pela minha ligação à escrita.
Qual o seu primeiro livro e quando o escreveu?
O meu primeiro livro foi “O homem a quem tiraram a idade”. Também participei num livro de poesia quando tinha dezassete anos, como já referi.
Em que se inspira para escrever?
Inspiro-me nos sorrisos, nas pessoas, … em tudo.
O livro que vou editar, “O baú mágico do meu pai”, é sobre o meu pai. Inspirei-me na sua vida mágica de ferroviário. Encontrei uma corneta e um baú que ele usava e decidi criar uma história.
O livro fala também do Natal, do menino Jesus, dos “apenas” chocolatinhos que recebíamos, do tronco de Natal. À volta de todo este imaginário, nasceu a história.
Quantos prémios já recebeu?
Recebi um prémio da Câmara Municipal de Almada, Prémio Literário Maria Rosa Colaço, em 2006, com o livro “O monte secou” e o livro Barbatanar nas cores do arco-íris faz parte do PNL – Plano Nacional de Leitura.

Obrigado pela sua disponibilidade e acreditamos que, a partir de dezembro, já podemos
ler o seu novo livro “O baú mágico do meu pai”. 

Ficam aqui alguns registos do momento. 

 

 

 

Vamos experimentar a “mistura” de cores!

PB Mora, 24.11.20

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No dia 16 de novembro de 2020, na sessão semanal do Clube de Origami, depois da dobragem de três folhas de papel quadradas, com 15cm de lado, construímos um peão.

Depois de terminado, cada vez que o fizemos rodar, deslumbramo-nos com a mistura de cores.

Atreve-te, também tu, a fazer um peão em origami. Fica aqui o vídeo explicativo. Tira uma foto e mostra-nos o resultado!

 

 

16 de novembro - Dia Nacional do Mar

PB Mora, 23.11.20

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No âmbito do projeto “A Ribeira MORA no Mar” e também para destacar a importância do mar e festejar o Dia Nacional do Mar que se celebrou no dia 16 de novembro, selecionámos o livro “Nadadorzinho” de Leo Lionni.

Durante a semana de 16 a 20 deste mês, nas sessões da Hora do Conto esse livro foi apresentado e explorado.

Observámos que mais de 70 % da superfície do Planeta Terra é água e refletimos acerca da importância do mar e dos perigos que enfrenta atualmente. Todos queremos contribuir para a qualidade da água das ribeiras, rios e oceanos. 

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